Ao tocar.

Eu me vejo hoje num terrível amargurar... Sei lá. Me vejo eu um ser que não é como aquele que eu queria para mim. Sendo eu como uma música que só se gosta enquanto ao lado dessa vem o dançar, com o toque corporal que ela rege. Mas que depois disso é uma música que não há de se suportar, e nem mesmo na memória guardar. Esse é o meu amargurar.
Eu não sou como aquele ser que me enfeitiça com suas palavras e em tudo mais. Que é tudo que consigo olhar e desejar. Seu dizer me remexe os pensamentos. Ele não é só um instante que me será esquecido. 
Ninguém aqui vai me entender. Gosto dele porque às vezes ele me é como o choro... Termo que costuma remeter à tristeza, mas não se trata disso. Ele é como o choro que desde quando nesse mundo chegamos, aqui é nossa forma de comunicar: "estou vivo"! Aquele choro que àqueles que estão conosco nessa hora, lhes traz o sorriso e um alívio. Ele me é o choro que em outra marcante hora, seria-me o sagrado com o meu expressar: "estou viva". Queria eu lhe ser assim, eu o marcar.
Nele vejo tudo o que eu queria ser! E então eu sinto que isso não me é possível. Frustração. Como uma criança, quero uma prova o entregar e aprovada eu ser. Ansiedade. 



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